segunda-feira, 29 de abril de 2013

Sim, eu sei

Fossem dias antigos, reclamaria eu somente da vida, mas que sei eu das coisas? Não sei nada, definitivamente. Eu achei que tivesse uma conexão com o cosmos. Não tenho. Tremenda sacanagem, pois eu cresci acreditando piamente nisso. Eu tinha um jeito todo particular de olhar as estrelas, sentir os cheiros, esperar o tempo passar, deitar no céu, voar no chão. Eu tinha toda uma intimidade com esse tudo que nos cobre e preenche, eu falava com o tudo. Porque, de uma forma ou de outra, o mundo não é para os fracos e as vezes, juntar-se ao mundo é melhor que querer enfrentá-lo.
O todo lugar abriga uma possibilidade premiada de encontrarmos um desvio meio que inesperado que nos levará até não-sei-onde. Porque a gente pode tudo, e as multidimensões quânticas se desdobram diante e adiante do todo. Mostram-nos o quanto somos idiotas, numa certa medida, e em todas as medidas possíveis por não tentarmos o tudo. Somos idiotas porque não aproveitamos nossas possibilidades possíveis, nem caçamos possibilidades (quase) impossíveis.
Então somos possibilidades redundantes, e sempre no meio delas encontra-se uma improvável -mas possível- possibilidade de sermos felizes. É preciso ver mais que os olhos, andar mais que as pernas, abraçar mais que só os braços. É imprescindível viver mais do que a vida e precisar mais do que eu preciso. Sinceramente, precisar não precisa, mas a gente quer que precise mesmo assim.
Que sorrisos não lhe faltem, assim como a antiga forma de olhar e ouvir estrelas, meu bem.

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