segunda-feira, 2 de abril de 2012
Receita
O que complica é dosar a temperatura certa do amor, pra que não esfrie e perca a graça, nem pra que aqueça demais e queime quem lhe fornece vida. Mas a gente tenta; sofre, mas tenta. E no fim das contas, quando esse amor não lhe sai no ponto perfeito de duração eterna, ele queima. Queima um, queima os dois. E quem com amor se fere, com amor quer ferir. Esse é o grande problema: ferir com falso amor um alguém qualquer. Acaba se tornando um ciclo vicioso em que eu me queimo, tu te queimas, ele se queima e todos nos queimamos por culpa desse tal amor que ninguém sabe como é de verdade. E fica todo mundo tentando descobrir como é, machucando todo mundo, fingindo felicidade e seguindo a vida. Mas afinal, de que vale seguir a vida sem histórias pra contar, não é? Sejam elas boas ou ruins, com finais felizes ou catastróficos, são histórias, as nossas histórias. Não seria nada mal, porém, que se encontrasse esse ponto certo de amar. E se alguém descobrir por favor, divulgue; a ala de queimados no hospital do coração está super lotada!
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Que texto mais lindo! É seu? Se for... meus parabéns... mesmo... está muito, muito bem escrito... na medida exata! Adorei!
ResponderExcluirÉ meu sim Lê, obrigaaada querida!
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